Do gr. khréstomátheia 'estudo das coisas úteis, boa construção, crestomatia como recolha dos melhores ou mais úteis excertos de autores', pelo fr. chrestomathie 'id.'; f.hist. 1836 chrestomathia.
Torna-te quem tu és. Assim falava Zaratustra, não em vão, para si mesmo. O imperativo é categórico, mas a premissa atordoa. "Torna-te quem tu és" pressupõe, ou "Tu não és quem imaginas ser", ou “Tu não és quem deverias ser”. Qualquer que seja o caso, se ainda não sou quem eu sou, quem sou eu agora? Quem é este ainda-não que aqui escreve, que habita o meu corpo, que me fita do outro lado do espelho? Quem é este alter-ego que me confina e me impede de ser-me? Quem é este avatar que se traveste de mim? Do que não pode ser dito não se deve falar.
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